Laura e a crise dos vinte


27/04/2009


MAIS DO MESMO

Segunda-feira passada, feriado. Mesmo com internet discada, consigo baixar a primeira parte do filme "Nosso amor de ontem" e quase choro quando Barbra Streisand começa a cantar "Memories..."

Sexta-feira, não tinha aula. Me conecto no Youtube e aí sim eu choro, choro muito, quando a maravilhosa Susan Boyle canta "I dreamed a dream..."

Sábado: cinema com minha amiga Li... Ela e eu perdidas entre algumas famílias, turmas de amigas e casais em um sábado à noite. O filme é Divã, com a Lília Cabral... Filme ótimo, trilha sonora ótima... Depois da sessão, pensamos em parar um pouco no bar de sempre, que fica perto da casa dela... Mas ela descobre uma chamada não atendida de um ficante que não via há umas duas semanas, retorna e eles resolvem se encontrar... Fico feliz por ela, mas não consigo evitar uma pontinha de inveja... Em casa assisto Altas horas e revejo episódios da sexta temporada de Sex and city... Na madrugada, dá uma vontade louca de chorar e choro. Silenciosamente molho todo o travesseiro.

Domingo: saio um pouco de casa com a Van. Enquanto a espero, sozinha em uma esquina, o mesmo cara que me deixou sozinha esperando em outra esquina, há três semanas, aparece do nada, se posiciona dentro do meu campo de visão, uns cem metros acima, do outro lado da rua, me olhando, querendo que eu o veja e esperando não sei pelo quê... Finjo que não vejo e continuo esperando até que ela aparece para acabarmos no meu destino de sempre: um bar (já dizem, se em Minas não tem mar, então vamos pro bar)... Ele ainda passa propositalmente por mim... Não tenho qualquer reação, nem física, nem emocional; é simplesmente um idiota que passa (felizmente)... Eu não entendo. Há três semanas ele teve a faca e o queijo na mão e, por algum motivo que não me interessa nem um pouco, não aproveitou e ainda cometeu a audácia (a Van adora essa palavra) e o desrespeito de me deixar esperando. Agora que ele não vai ter uma chance nunca mais, parece ser uma das coisas que ele mais quer (vai entender) e haja saco pra tantas mensagens que ignoro, mas não é nem por raiva ou vingança, é desinteresse mesmo. Existem coisas que simplesmente não fazem diferença...  

Beijos da Laurinha e ótima semana!!!

 

 

 

 

Escrito por Laurinha às 14h49
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10/04/2009


RESSACA

Depois dessa última semana filha da mãe que eu tive, que incluiu a informação não solicitada de que o ex por quem ainda tava louca estava namorando, um bolo de um peguete idiota e não ter passado no exame de direção (fiquei sim foi muito puta e frustrada comigo e não triste e um pouco alegre ao mesmo tempo, como irracionalmente cheguei a imaginar) fiz o que qualquer criatura faria no meu lugar: mesa de bar com as amigas (existe lugar melhor pra afogar as mágoas do que em um bom copo de cerveja gelada?)...

Horas depois, perco o último ônibus e desço sozinha, meio trocando as pernas, pra casa... Um motoqueiro passa e pára... Meu vizinho, um gatinho que sempre pensei "ah, esse aí eu pegava"...

Carona rápida pra casa após uma dificuldade etílica de subir na moto... Beijos rápidos na porta de casa... Ele vai embora com poucas despedidas e nenhuma promessa... mas seus beijos me fizeram um bem enorme (existe lugar melhor para afogar as mágoas do que nos fluídos trocados durante um bom beijo?)...

Feriado. Acordo tarde, bem-humorada e de ressaca... Gosto de cerveja na boca... gosto dos beijos dele na boca...

Muitas vezes, na vida, o melhor deve ser mesmo parar de pensar... Apenas.

Escrito por Laurinha às 18h19
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22/03/2009


NO MEU LUGAR O QUE VC FARIA?

Conselho. Coisa boba de dar ou pedir e mesmo assim a gente dá ou pede... "O que você faria no meu lugar?" e aí a maioria das pessoas surge como doutoras em psicologia, mestrandas em sociologia, graduados em relações humanas... Todos especialistas em cortar o mal pela raiz, em não chorar o leite o derramado, em não tornar a cometer os mesmos erros praticados no passado...

Ás vezes a sua intenção nem é obter um conselho, apesar desabar, falar um pouco (ou muito) sobre uma situação que incomoda... E aí abre o guarda-chuva porque vem logo uma saraivada de críticas, sermões e juízos de valor...

Lembro de uma amiga minha que sempre teve um carma danado pra atrair (ou ir atrás) de caras comprometidos... Depois de aaaaaanos às voltas com um deles, há poucos meses, atendendo as orações católicas, evangélicas e agnósticas minhas e de algumas outras amigas, ela se livrou, percebendo depois de muito tempo que ele não era tudo isso que ela pensava (coisa que a gente na maioria da vezes só percebe depois de um tempo...). Pois bem, fui comentar com ela uma vez que tinha eu ficado com um cara que estava ficando com outra menina (atenção! ficando... não namorando). O negócio é que ela mal me deixou terminar, começou a gritar (ou no minimo falar bem mais alto) que isso não levaria a lugar nenhum, que ia terminar muito mal, enfim... Confesso que fiquei chateada com a atitude, apesar de entender que ela estivesse um pouco traumatizada depois de suas experiências e até se julgasse uma especialista pra falar do assunto...(apesar que agora ela está de rolo com um cara que ao que indica parece ser casado...)

Poxa! Incrível como a gente aprende pros outros mas não pra gente mesmo... E eu que só queria contar o que tinha acontecido, falar um pouquinho sobre o que tava me incomodando e ganhei aquele chega pra lá... (pensando bem acho que existe uma leve diferença entre conselho e sermão... conselho a pessoa dá quando quer ajudar, sermão ela dá quando já tá irritada e simplesmente não quer mais te ouvir falar nunca mais sobre determinado assunto, rs...)

Bom, mas voltando ao assunto principal, eu que também não sou melhor que ninguém, sempre que pude (e não pude) perguntei com voz chorosa a alguém que nada tinha com o osso "e agora?", ou então com minha laaaaaaarga experiência de vinte e poucos anos não desperdicei várias oportunidades de colocar meus óculos e soltar o verbo a la senhora da razão.

Dar conselhos é um processo engraçado. Na hora você se reveste de uma coerência, argumentação e razão que não consegue ter igual em nenhum outro momento da SUA vida... Taí!!! Acho que descobri o segredo... Talvez na vida a gente não aprenda tanto com nossos erros, vitórias e experiências. Aprenderíamos mais com os conselhos que damos aos outros... se os seguíssemos, claro !!!

Abração da Laurinha 

Escrito por Laurinha às 20h53
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A ESPERA

Talvez a gente passe grande parte da vida esperando, apenas esperando... Esperando a semana inteira que chegue logo o fim de semana, esperando que chegue logo ao fim um dia cansativo pra finalmente poder cair na cama, esperando o início do mês pra que chegue logo o pagamento, esperando que o semestre acabe pra que venham logo as férias, esperando a nossa vez na fila do banco, esperando uma amiga com quem marcamos de "beber uma" e que sempre chega meia hora atrasada, esperando o momento de falar com determinada pessoa aquilo que não pôde ou não conseguiu falar antes, esperando que apareça uma pessoa especial, esperando que um relacionamento melhore ou chegue logo ao fim... Esperando.

Tem quem diga que o melhor da festa é esperar por ela... Não acredito... Prefiro a frase de uma amiga minha mais pessimista que diz "quem espera sempre cansa e ainda perde a esperança"... Pessimista ou realista?... Depende. Depende do motivo da espera, do tipo de atitude e se realmente se está vivendo a vida enquanto se está esperando, esperando, esperando...

Beijocas da Laurinha

Escrito por Laurinha às 20h20
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15/03/2009


NO CAMINHO CERTO?

Sexta à noite no msn com um carinha que fiquei no mês passado... (fiz msn a pouco tempo, era virgem nesse tipo de entrosamento virtual, rs).

Ele enche minha bola. Diz que sou isso, sou aquilo e que a atração que ele sente por mim é mais forte que costuma sentir por outras meninas...

Hãhan... Acredito... E eu sou loira, alta, magérrima e virgem... Se a atração sentida por mim fosse tão forte assim, ele não teria ficado mais de um mês sem tomar alguma atitude, não?... Quando a esmola é demais o santo desconfia... Tanto elogio é típico de alguém que está querendo alguma coisa...

Mais alguns minutos de conversa e ele finalmente entra num âmbito mais... sexual. Peço pra ele cortar o assunto, digo que estou em uma fase diferente, tô cansada de coisas que ficam só nisso, enfim... Começamos a combinar de nos ver... começamos a marcar um lugar pra nos encontrar e ele pergunta aonde iremos depois... Peço alguma sugestão e ele é bem claro... Sugere um motel...

Minha resposta?... Não. Tem gente que se faz de boba. Eu tinha acabado de deixar claras que minhas intenções não eram essas e o cara me vem com essa história ( apesar que como dizem, tentar não custa nada, rs...). Então ele me pede desculpas e não diz mais nada...

Ontem, em uma conversa em um bar com aquela amiga da semana passada, conto a história pra ela... Digo que daqui pra frente comigo vai ser assim... Já digo de cara o que quero, deixo claro que atualmente só topo alguma coisa que possa ter algum futuro e ponto.

Aí ela toca naquele velho ponto. Mas será que ser assim não pode assustar um eventual pretê que possa te achar meio... desesperada. Aff... a gente anda, anda e parece que não sai das mesmas questões, do mesmo lugar... rs

(Claro que essa pergunta da minha amiga não se aplica a esse cara, que já demonstrou bem a que veio... Mas num caso de outro cara... Qual o momento certo pra demonstrar que seu objetivo é o de ter um relacionamento sério? Abrir essa possibilidade cedo demais pode realmente assustar um cara com quem, mais pra frente, o relacionamento poderia evoluir pra algo mais sério? Ou não?)

Beijos da Laurinha que está disposta a fazer uma pesquisa sobre o assunto, rsrs...

Escrito por Laurinha às 19h45
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09/03/2009


NA CONTRAMÃO DO CORAÇÃO

Ontem uma amiga minha veio aqui em casa arrasada. Motivo: um cara com ela tem um rolo há mais ou menos um ano, de uma hora pra outra começou a namorar... Eles saíram no sábado à noite da semana passada (sábado à noite, noite oficial de namoro) e aí, nesse último sábado à tarde ela ficou sabendo por amigos em comum da novidade.

- Mas como ele pode ter começado a namorar assim, de uma hora pra outra??? - ela me pergunta inconsolada.

- De uma hora pra outra não foi. Ele não conheceu essa menina esses dias... Deve ficar com ela há mais tempo e aí começaram a namorar agora...

Então entramos em uma velha discussão sobre as relações modernas. Há tempos, assim como eu, o que ela mais quer é um namorado oficial e não mais um ficante, então porque nunca acenou com essa possibilidade para ele?

- Desde a primeira vez que a gente ficou ele falou que não tinha a intenção de namorar ninguém.

- Mas isso foi há quase um ano?... As coisas mudam, não?

É a velha história. A gente é meio que incentivada a ir devagar com os homens nos quesitos sentimentos e compromissos para não "assustá-los", não parecer que estamos desesperadas ou querendo pressionar... mas se a intenção não é só ficar e a gente vai ficando, ficando, vai deixando o barco correr ao léo o que acaba acontecendo é levar esse susto mesmo como ocorreu com minha amiga... Claro que eles só ficavam de vez em quando, não tinham nenhum contrato de fidelidade nem nada. Ela também fica com outros caras e não é loucamente apaixonada por ele, nem nada. Mas é um cara por quem ela nutria algum sentimento e reconhecia como alguém que seria legal para namorar.

Ficar é complicado quando não é esse seu objetivo principal. Hoje em dia é quase impossível duas pessoas namorarem sem terem ficado antes. É meio difícil ficar com um cara uma vez e a partir daí já começarem a ficar direto, sem nenhuma interrupção, até o começo de um namoro...

Se o cara não demonstra de cara que um namoro não é sua intenção e essa é a sua, o mais acertado é dar logo um ultimato e se o cara não quiser ele que caia fora ou esperar um tempo pra ver se as coisas não evoluem? No caso de escolhida a segunda opção, quanto tempo é recomendável esperar?...

Mais tarde, minha amiga e o cara conversam pelo msn. Ela pergunta e ele confirma o namoro... Nessa hora noto que ela é exatamente como eu, rs. Fica com o cara e não demonstra os sentimentos verdadeiros em relação a ele, dá uma de que não tá nem aí... Aí, quando a causa se mostra perdida, se desespera e resolve se declarar...

Ele diz que nesse tempo todo que ficaram ela nunca demonstrou ou falou que queria qualquer coisa mais séria. Parece até surpreso... Mas a gente não sabe se tal surpresa é surpresa mesmo e se as coisas poderiam ter sido diferentes se minha amiga, em algum momento, tivesse revelado seu pensamento de ter algo mais sério com ele. Enfim...

O jogo do "e se..." é perigoso e até inútil já que não dá pra saber com certeza como teria sido o resultado de tal ação... E se ela tivesse tentado algo mais sério com ele, eles poderiam ter começado a namorar, ele poderia ter caído fora, ou vai ver que o resultado seria o mesmo... Tem uma outra amiga minha que adora generalizar sobre qualquer questão. Ela simplesmente diria "é de tal jeito e pronto"... Quanto a mim, acho que perdi meu manual, assim que encontrar dou a resposta pra ela... rs

Beijos da Laurinha...

Escrito por Laurinha às 14h22
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01/03/2009


O TÉDIO NOSSO DE CADA DIA... PARTE II

Sábado à tarde. Sem ter nada melhor pra fazer vou até a casa de uma amiga de anos, com quem geralmente adoro conversar... Depois de chegar, instalada numa cadeirinha, passo a maior parte do tempo calada, ou não achando a menor graça nas coisas que digo ou escuto (as mesmas já ditas e ouvidas milhões de vezes nos mesmos assuntos de sempre, saco!!)... Ela repara e pergunta qual o problema comigo. O problema, respondo, é que ando desanimada com tudo, cansada de mim... O problema é que a muito tempo nada me anima realmente... Saí com um cara recentemente, quando me perguntaram respondi que não foi nem bom nem ruim... Acabei de voltar de viagem e quando me perguntam como foi, respondo que não foi nem bom nem ruim...

À noite, uma outra amiga com quem adorava sair, me telefona. Faço exatamente como ontem, digo que prefiro ficar em casa. Ela insiste, mas mesmo assim prefiro não ir... Melhor ficar com cara de bunda em casa, que na rua, gastando dinheiro à toa e ainda pesando a noite dos outros. Tô cansada dos mesmos lugares, dos mesmos assuntos, dos mesmos pensamentos, tô enfarada de mim... Vontade de me largar em um canto e sair correndo... Tô de férias de faculdade há três meses, mas não há mesmo um jeito de tirar férias de si mesmo por um tempinho que fosse???... Não seria um divórico, porque confesso que o amor ainda existe, rs... mas sabe como é... vinte e cinco anos de relação consigo mesma... nada mais natural que em algumas épocas isso se torne cansativo, repetitivo, pesado. Ou não? 

Escrito por Laurinha às 15h01
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19/02/2009


TRANSTORNO BIPOLAR OU EFEITO DA PAIXÃO?

Juro que em certos momentos nem eu mesma me entendo... O negócio é que meu humor muda radicalmente ao longo de um dia... Sei que o fato de estar sofrendo de uma doença chamada paixão e de estar pra lá de entediada com minhas intermináveis férias de faculdade colaboram, mas que eu mesma fico boba comigo, eu fico...

Primeiro que o carinha, ainda o "Instrutor", não me sai da cabeça... Em alguns momentos queria bater a cabeça bem forte na parede pra deixar de pensar nele, mas sei que só iria terminar com um terrível galo na cabeça, sentindo dor e ainda pensando nele... Tá, eu sei, uma hora isso passa, vai aplacando com o tempo até o dia em que você se toca que o sujeito não faz mais parte do seu pensamento... (mas até lá, (suspiro!) ). Tem paixão que parece superbonder, quando cola na gente parece que não quer mais soltar...

O negócio é que tem momentos que me dá um super desânimo, uma tristeza por lembrar coisas que já passaram mas que não param de passar na minha cabeça, uma saudade louca, uma vontade de vê-lo (geralmente durante o dia)... Aí a noite começo a ver e sentir as coisas com menos intensidade, ver a coisa exatamente como é, mais um casinho que não deu certo e acabou... Bom, é melhor ficar nessas alterações de humor que ficar o tempo todo pra baixo, como fiquei no fatídico e chuvoso mês de dezembro... Mas essa montanha russa sentimental às vezes me cansa... Me sinto uma criança ao lidar com relacionamentos e sentimentos, eu que em outros setores me mostro mais decidida e segura... Tenho uma amiga hiper racional que no outro dia me falou que há anos escuta sobre meus envolvimentos e tem a impressão que eu gosto ou simplesmente me habituei a viver assim, sempre em alguma crise amorosa e que se as coisas não transcorrem no setor amoroso como um barquinho em águas tranquilas eu simplesmente não me apego à relação... ( Amigas servem pra isso, te ajudar a abrir seus olhos sobre comportamentos e relações pra lá de esquisitos... ).

Sei que nessas horas um pretê ajuda, mas há tempos não aparecia alguém que me chamasse a atenção. Há algumas semanas conheci um carinha em um bar, saímos, mas não foi muito legal... Não sei se porque não rolou química ou se porque a gente acaba criando uma certa resistência a se envolver com outra pessoa quando ainda nos sentimos envolvidos por outra... Até quis tirar a dúvida, liguei pro carinha pra um segundo encontro durante essa semana, mas ele falou que se desse ligava e não ligou ( e eu não me importei, talvez uma prova que eu só tava querendo tapar buraco ).

Em abril nos veremos novamente. O "Instrutor" e eu... Sei que até lá as coisas já terão melhorado (espero e acredito, aliás).

Pois é, tenho vinte e poucos anos, mas ainda me sinto uma pré- adolescente nessas histórias de paixão... Mas será que alguém realmente não se sente assim?...

Beijos da Laurinha... da maluca Laurinha... Tonto Triste Alegre Carente Indeciso...

P.S: Desculpem esse post... às vezes isso aqui fica parecendo "Laura e a crise da adolescência", rs... Sinto que pela minha idade e experiências já deveria lidar mais facilmente com essas coisas, mas como escrevi não é assim que me sinto...

Escrito por Laurinha às 11h48
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18/02/2009


O TÉDIO NOSSO DE CADA DIA...

Sempre tive muitas amigas. Amigo nunca tive. Acho que por ter sido criada em uma família de mulheres, não desenvolvi muito bem a capacidade de criar laços fortes com pessoas do sexo masculino (como sempre Freud explica...).

Sou dessas que acha que amiga é igual música... Tem hora certa pra cada estilo... Você gosta de todas elas, vocês tem uma relação de intimidade, confiança e respeito, mas uma delas é mais legal pra passar horas conversando sobre tudo e nada, outra é ótima pra fazer compras, outra é ideal pra desabafar e aconselhar quando a barra pesa, outra é ótima pra sair com você na balada, enfim...

Confesso que esse último "tipo" demorei anos pra encontrar, rsrs... Me considero um meio-termo e em épocas saía com amigas "animadas demais" (eu não tinha pilha pra acompanhar o pique) ou desanimadas demais (e que apesar de eu adorar, na hora de estar em uma balada qualquer, me fazia sentir sono (bocejo!)...).

Quando encontrei essa amiga foi o plus a mais... Era ótimo sair com ela todos os finais de semana. Gostávamos das mesmas coisas, nos comportávamos mais ou menos do mesmo jeito, falávamos com animação sobre tudo, morríamos de rir uma da outra e nos divertíamos muito, fosse no show do ano ou num barzinho vazio no fim da madrugada...

Mas como nem tudo que é bom dura pra sempre, após três anos desse "achado" sou obrigada a declarar que realmente já meio que deu... Ainda somos grandes amigas, mas a gente não se diverte mais como se divertia antes... Às vezes até rola uma animação de ir em algum lugar (sempre os mesmos...) e isso agora é raro... mas logo que chegamos ficamos as duas olhando pros lados com aquela cara de desanimada.

Eu não sei o que aconteceu com a gente... não sei se é só uma fase ruim devido aos últimos acontecimentos (a vida amorosa de nenhuma das duas foi fácil nos últimos tempos), se é um espécie de tédio por não variar muito os programas (falta de grana e opção) ou se realmente a gente entrou mesmo em outro tipo de fase em que simplesmente rir, dançar muito e dar uns beijos casuais em uma noite de sábado não está preenchendo um espaço que poderia preencher... A gente realmente só está entediada ou realmente chega um momento da vida que um relacionamento amoroso sério faz mesmo uma falta enorme na vida de uma pessoa???...

 Beijos da confusa Laurinha... (mas apesar das reflexões e constatações ainda não desisti de tentar ser mais leve...)

Escrito por Laurinha às 19h50
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APRENDENDO A SER LEVE...

Faço faculdade de Letras, mas no ano de 2007 fiz uma matéria extra sobre cinema (adoooro!!!)... Era muito legal! O professor exibia um filme e depois realizava uma palestra em que havia discussões sobre a temática do filme, seu contexto... O cara era fera e parecia entender um pouco de tudo, então fazia várias relações entre o filme e história, filosofia, política, sociologia, psicologia, enfim... O tipo de matéria que dá muito gôsto em fazer e que acaba te servindo não só em sua formação profissional, mas pra todos os setores da sua vida...

Um dos filmes que assisti por causa dessa matéria foi "A insustentável leveza do ser", que de certa forma, acabou me marcando... Se eu gostei do filme?... Na verdade não muito. Achei muito looongo, cansativo até, apesar de interessante... Por que então ele me chamou tanto a atenção?

Bom, entre outras coisas, o filme narra a história de um casal. Ele um médico mulherengo, impulsivo, leve, intenso... Ela uma mulher intensa também, mas dramática, pesada... Eles se amam, vivem juntos, mas encaram a vida de modos totalmente diversos... Apesar de não ter gostado muito do filme, foi o que me chamou tanto a atenção na época, o modo leve como o médico conseguia encarar as coisas... até mesmo em um momento mais político do filme, quando ele foge de uma invasão que ocorre em seu país...

Enfim... Tudo isso é apenas pra escrever que, de uns tempos pra cá, venho me sentindo pesada em demasia... Eu sempre fui dramática demais, "teatral" demais e às vezes eu tenho esses insights que não é bem por aí e que se a gente não aprende a curtir mais os momentos a vida passa e aí? O que vai ter sido feito dela?

Nos últimos meses (principalmente nos três últimos) eu venho reparando muito mais no que eu não tenho e no que não deu certo... Venho repassando a todo momento lembranças e sentimentos ruins, já passados e repassados... Tenho tido como companheiros constantes a mágoa, a frustração, o ciúme... Tenho chorado muito (mesmo que apenas por dentro) por muito pouco... Tenho de certa forma desaprendido a me dar paz, entre outras coisas...

Na próxima sexta vou viajar, passar o carnaval na praia... Sei que vai ser muito bom pra mim, respirar outros ares, ver outras paisagens, ter outros pensamentos, voltar renovada, feliz e iniciar um novo capítulo mais... leve.

É bom parar pra fazer algumas retrospectivas, análises, talvez pra sentir algumas coisas que necessitam serem sentidas, ter certas sensações gastas para que possa se seguir em frente... Mas chega um momento em que talvez não seja a hora mais de pensar tanto, mas de simplesmente viver... (Ou como preferem alguns "deixar o barco correr", "entregar pra Deus", etc...)

MUITOS BEIJOS E ABRAÇOS DA LAURINHA (SENTINDO QUE ESTÁ APRENDENDO A SER LEVE...)  

Escrito por Laurinha às 01h11
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02/02/2009


TUDO O QUE PODIA TER SIDO E NÃO FOI...

Pois é, aos vinte e poucos anos a maioria de nós já possui essa coleção. A coleção das coisas que poderiam ter dado certo, que você queria muito, apostava, sonhava, se esforçava e mesmo assim... não deu.

Pode ser um relacionamento que não deu certo, uma vaga em uma faculdade, um emprego perdido, uma relação melhor com alguém da família ou um amigo, um empreendimento, uma viagem dos sonhos, um fim de semana perfeito... enfim, coisas que podem até parecer sem importância aos olhos dos outros, mas que aqui dentro, só nós mesmos sabemos o valor que aquilo tem ou poderia ter pra nós.

Por um determinado tempo a vida parece ganhar contornos de cinza, músicas do Coldplay parecem ser a trilha sonora ideal e você pode não conseguir entender o fato de algo que nem chegou a fazer parte da sua vida te fazer falta... Dói porque não chegou a acontecer, não fez parte da sua vida mas fez parte dos seus sonhos que se constituem em uma parte importante de você... 

Um minuto de silêncio pelo que poderia ter sido e não foi.................................................................................................................................................................................................................................................................................................................

E aí a gente segue em frente... Segue em frente porque na vida não há outra opção. Não dá pra voltar atrás ou dar saltos no tempo. E aí a gente vai em frente, com aquele pacote temporariamente ou definitivamente fechado... Ás vezes se vai pra frente com os olhos e o coração voltados pra trás, mas é pra frente que se vai... E vinte e poucos anos já é tempo suficiente pra ter aprendido que aquilo que não deu certo e parece de certa forma te puxar pra trás, aos poucos ou mesmo de uma hora pra outra, por causa de algum novo acontecimento, fica mesmo pra trás... em determinado momento mal dá pra ver pelo retrovisor e, aí você volta então a sentir que está realmente seguindo em um rumo sempre dianteiro, embalado por novos sonhos, objetivos e pela sensação da conquista e da descoberta do novo.

Escrito por Laurinha às 23h48
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28/10/2008


Ilusão e desilusão

Como se forma uma ilusão???... Talvez no momento em que você se depara com alguma situação que aparentemente possa vir a se transformar em algo pelo qual, de certa forma, você sempre esperou...

Mas como conseguimos nos iludir mesmo quando vários acontecimentos do meio do caminho sinalizam que tal história não vai se tornar aquilo que esperamos que se torne?... Somos otimistas e românticos demais acreditando que mesmo por causa dos percalços no fim tudo vai dar certo?... Porque é tão difícil resistir a uma ilusão e tão fácil se deixar levar por ela, mesmo que ela pareça tão fulgaz e improvável desde o princípio?

Escrevo essas reflexões porque como já era de se esperar (e somente agora eu enxergo isso com clareza) minha história com o chamado "Instrutor" não deu certo (mais uma pra minha coleção, tsc, tsc,...). Nossa história não tem nada de extraordinária ou incomum, é exatamente como várias que a gente vê por aí... Você conhece uma pessoa, acredita que ela possa ser aquilo que, de certa forma, você estava procurando, saem algumas vezes, até que em certo momento não dá mais pra fingir que a pessoa não quer o mesmo que você e que não vai sair disso...

Mas o que fazer no momento da desilusão, no momento em que a vida parece querer te sacudir e te dizer: ei sua idiota, desce das nuvens, ainda não percebeu que as coisas não vão ser do jeito que você queria que fossem?...

Bom, meu humor já é bastante instável por natureza e, em momentos assim, chega a variar milhares de vezes durante todo o dia... Às vezes acho que está tudo bem, que levo as coisas a sério demais, não preciso ficar sofrendo porque das duas uma: ou em algum momento ele vai voltar ou ele não vai e vou me esquecer dessa historinha boba que em pouco tempo será apenas mais uma... mas às vezes sou atacada pela saudade, pelo ciúme, pela vontade louca de procurar a pessoa e dizer: "olha volta!", como se simples palavras minhas fossem capaz de alterar o mundo (calma, eu não vou fazer isso, por incrível que pareça meu lado racional ainda ganha algumas batalhas e não me deixa fazer certas coisas).

Já aprendi há algum tempo que uma das piores coisas é correr atrás de alguém. Isso porque se você se expõe dessa maneira, além de ter que enfrentar a tristeza da pessoa não voltar é saber que ela não voltou mesmo você tendo feito de tudo, até o que não devia... E se a pessoa não quer mesmo aquilo que você quer, nenhuma palavra, discurso ou ação será capaz de mudar isso. Uma coisa super simples que às vezes é hiperdifícil de entender, mas que creio que estou aprendendo... No mais, acho que quando corremos atrás de alguém o máximo que conseguimos é que a pessoa corra também, mas pra bem longe da gente...

Abraços da Laurinha, que já está se sentindo bem melhor que nos últimos dias...

Quarta:

Quinta:

Sexta:

Sábado:

Domingo:  

Segunda:

Hoje:

Escrito por Laurinha às 13h21
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21/09/2008


101 coisas em 1001 dias

Vi essa idéia em um site chamado 101 coisas em 1001 dias e achei que seria legal fazer minha listinha... talvez planejando seja mais fácil de conseguir as coisas, então vou fazer a listinha aos poucos...

Beleza e saúde:

1- Emagrecer 18 quilos.

2- Fazer uma mamoplastia.

3- Me livrar dessas malditas espinhas que apareceram (nunca tinha tido esse problema antes...).

4- Fazer um tratamento para exterminar a celulite.

5- Fazer algum tratamento para diminuir ou acabar com as estrias.

6- Extrair os cisos (ai...)

7- Ir ao ginecologista.

8- Ir ao cardiologista.

Vida profissional:

7- Concluir a faculdade de Letras.

8- Fazer pelo menos um estágio na minha área de estudos.

9- Arrumar um emprego que eu goste.

10- Começar a fazer mestrado.

Compras e aquisições:

11- Depois de emagrecer comprar muitas roupas na minha nova numeração (oba!).

12- Depois da cirurgia comprar sutiãs na minha nova numeração.

13- Comprar uma câmera digital.

14- Comprar um celular novo (o meu tá uma bosta).

15- Comprar um carro.

Cursos:

16- Tirar carteira de motorista.

17- Voltar pra dança do ventre.

18- Voltar a fazer inglês.

19- Continuar com o francês até ficar fluente no idioma.

20- Continuar com o espanhol até ficar fluente no idioma.

21- Aprender a nadar.

Vida amorosa e sexual:

22- Começar a namorar sério.

23- Viajar sozinha com um namorado.

24- Viajar sozinha com as amigas.

Livros a serem lidos:

25- Poética de Aristóteles.

26- Grande Sertão: Veredas de Guimarães Rosa.

Viagens:

27- Reveillon na praia.

28- Carnaval na praia.

29- Carnaval em Salvador.

 

 

 

Escrito por Laurinha às 16h28
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20/09/2008


Homens...

E lá vou eu de novo falar sobre o assunto que intriga, atrai, mexe e irrita, nove a cada dez mulheres entre os doze e os oitenta anos: homens...

Afinal o que eles querem? É o que me perguntava durante essa semana. Uma semana chata, consequência de uma conjunção tumultuada: TPM, tempo frio e chuvoso, congestionamentos, ressaca física e moral pelo fim de semana.

Prefiro não me render a joguinhos e ser otimista a ponto de crer naquelas velhas frases: "Se a pessoa tiver que gostar de você ela gosta. Você não pode fazer nada pra alguém gostar de você, mas pode fazer um milhão de coisas pra que essa pessoa deixe de gostar"... Pois é, na teoria é muito lindo (é?), mas sempre que entro em crise com o sexo oposto, o que acontece com mais frequência do que eu gostaria, me pergunto se "é mesmo por aí"...

Nós todos, digo homens e mulheres, ou pelo menos a maioria das pessoas que conheço, parecemos ter uma estranha e irrestível atração pelo difícil, o confuso, o complicado. Parece ser tão comum desejar tanto uma coisa, ou pessoa, com cada célula do corpo, cada fagulha do pensamento e quando finalmente consegue chegar próximo o bastante do objeto de desejo, se questionar se é isso mesmo o que quer (atire uma pedra quem nunca passou por isso...).

Agora saindo um pouco desse mundo platônico das idéias e voltanto ao mundo real, talvez fica mais fácil se eu explicar... toda essa "crise" foi desencadeada pelos acontecimentos dos últimos meses e também do último fim de semana... Meu estado emocional atual: apaixonada (confira o último post...). Meu estado civil atual: ainda solteira, sem namorado (aff, combinação ruins de "estados" essa...).

Sempre nos disseram que mulheres são mais emocionais, confusas, indiretas... Grande mentira do senso comum, os homens estão mais que "empatados" com a gente... O cara por quem estou (momentaneamente, não sei) apaixonada (bom, não estou morrendo por ele - o que não seria nada saudável - mas que sinto algo forte por ele eu sinto) e que vou chamá-lo de "Instrutor", por motivos óbvios pelo menos pra mim, não é mais indireto e complicado porque não tem mais jeito... Com ele nada flui com facilidade, nem as saídas, nem as conversas e nem mesmo o sexo (depois eu explico o porquê...). Até mesmo pra ele me chamar pra sair pra valer pela primeira vez foi uma novela, cheia de silêncios, conversas, briguinhas, bolas dentro e bolas fora, mensagens e ligações até o dito cujo fazer o convite (eu teria ligado, perguntado se era sim ou não e pronto... e depois as mulheres que são acusadas de serem passivas e indiretas...).

Aí eu me pergunto: será que não é justamente o fato das coisas serem assim que faz com que eu me sinta tão atraída por ele?

Bom, aí nesse fim de semana, resolvi dar um tempo pra mim nessa paixão complicada... o assunto já estava chato pras minhas amigas e até pra mim, sabe? Estava bebendo com elas em um bar quando surge em sua moto preta o Ponto G (se não o conhece dê uma olhada nos posts anteriores...) aquele por quem me senti encantada por meses e que acabei esquecendo por falta de "material mental" (nunca mais o vi e depois de meses felizmente ele parou de fazer parte da minha corrente de pensamentos...). Mas desta vez foi diferente, sem o filtro da paixão que outrora sentia por ele, pude vê-lo como realmente é... um cara gostoso, que tem pegada, mas com quem eu nunca iria combinar pra um namoro ou algo mais sério... realmente a gente não tem nada a ver... Pensamentos que não me impediram de embarcar com ele em uma noite de puro... bem, vocês sabem o quê...

Só que o negócio não foi lá essas coisas... eu estava meio bêbada, chata, sem paciência pra muita coisa (queria chegar logo aos finalmente) e pior: o outro estava lá na minha cabeça. Deixei claro para o Ponto G que era só aquilo mesmo e cheguei até a falar do outro ( o que convenhamos, não é nada legal nem durante o sexo casual... acho que ninguém gosta disso e "não faça com os outros o que não gosta que façam com você...). A relação foi rápida e meio atrapalhada, não foi lá essas coisas e logo fomos embora... Dias depois nos reencontramos casualmente, começamos a conversar como amigos e além de não se mostrar muito interessado em um bis, o Ponto G me contou que é a fim de uma das minhas amigas (o que no meu inconsciente, de certa forma, eu já sabia). Fiquei p. da vida com ele. Ele simplesmente fez o que eu tinha feito antes, mas é como diz aquela outra frase (como elas são bobas, batidas, mas verdadeiras) "pimenta nos olhos dos outros é refresco". Não tenho nenhum sentimento por ele, mas acho que meu "orgulho de mulher" foi meio que ferido naquele momento... sem falar que assim ficou claro que não poderia chamá-lo para eventualmente quebrar meu galho quando necessitasse como um bom "sexfriend"...

Bolas, afinal o que os homens querem? Se você mostra seus sentimentos de cara e deixa claro que quer algo sério, as possibilidades do cara "virar um tango" e fugir assustado são grandes... Mas se você deixa bem claro que não vai passar daquilo e que vai ser só sexo (oba! não é o que eles tanto dizem gostar?), eles também parecem não gostar muito, não sei se pra eles "perde a graça", mas muitos preferem nem continuar...

Bom, agora eu fico por aqui... Mas prometo que um dia "descubro", rsrsrs...

Bjus da Laurinha e bom fim de semana pra todos...  

Escrito por Laurinha às 15h53
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15/07/2008


E de repente a gente se envolve...

Pois é... quando finalmente vc pensava ter entrado em um tipo de existência superior, livre dos sentimentos mais comuns... quando vc começou a pensar: pois é, sou muito jovem ainda, só quero aproveitar a solteirice... quando vc estava se achando mais moderna, descolada e imune a certas coisas...

Pois é... justamente nessa hora aparece uma pessoa e diz... Gente, o que foi mesmo que esse cara disse ou fez de tão especial que nesse momento me faz sentir que eu não ia querer outro que não fosse ele?

Bolas!!! O que é isso?

É a vida. Alguém ou alguma coisa responde dentro de vc...

Bjus da Laurinha e desculpem o sumiço...

Escrito por Laurinha às 20h09
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